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[quinta-feira, outubro 13, 2005]
MEMÓRIAS DE UM MIDI - Parte 1
...e lá eram tais horas do dia indefinido no qual ele nasceu. Papai Estados Unidos, Mamãe Rússia e todos parentes, até mesmo a esquecida Tia-Avó Inglaterra, discordam quanto à data, mas o fato é que foi entre 1965 e 1977.
Em algum dia neste intervalo de tempo, ele viu o mundo pela primeira vez. Pequeno MIDI nascia.
Papai MIDI e Mamãe MIDI não podiam estar mais felizes. Eles eram tão alheios ao mundo que praticamente não existiam, mas viam em Pequeno MIDI a chance de revigorar e dar fama à sua raça.
Pequeno MIDI desde pequenino mostrou ser especial. Era capaz, desde que estimulado com promessas de uma CPU nova quentinha no jantar (seu prato favorito), de imitar qualquer outro instrumento e suas respectivas notas. Papai MIDI e Mamãe MIDI simplesmente adoravam mostrar seu filhote para os amigos. "Olha só que inteligente!", exclamavam, orgulhosos.
Pequeno MIDI cresceu rápido, acompanhando a evolução cada vez mais acelerada dos microcomputadores, e foi chegada a hora de ir para a escola. Foi então que o brilho que nosso intrépido herói mirim tinha se perdeu.
No colégio todos olhavam torto pra ele. "Nota de mentira!", cochichavam pelas costas. "Ladrão de empregos!" gritava do fundo da sala o inconformado contrabaixo com braço empenado, obrigado desde que nasceu a saber que não tinha futuro. Bilhetinhos do tipo "Maldito filho de um metrônomo!" eram deixados sob sua carteira e aviõezinhos voavam de encontro à sua unidade cefálica. Sentia-se totalmente rejeitado, sem contar pelas humilhações que as antipáticas Guitarras e Pedaleiras o faziam passar, esquecendo-se dos lordes de outrora de quem eram filhas.
Pequeno MIDI sofreu durante seus dias de colégio. Sofreu muito. Mas foi então que chegaram os anos 70.
[To be continued...]
| por Stormbringer * 8:03 PM
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[quinta-feira, setembro 29, 2005]
EZEKIEL 25:17
"There's a passage I got memorized, seems appropriate for this situation: Ezekiel 25:17. 'The path of the righteous man is beset on all sides by the inequities of the selfish and the tyranny of evil men. Blessed is he who, in the name of charity and good will, shepherds the weak through the valley of darkness, for he is truly his brother's keeper and the finder of lost children. And I will strike down upon thee with great vengeance and furious anger those who attempt to poison and destroy my brothers. And you will know my name is the Lord when I lay my vengeance upon you.'"
Samuel L. Jackson, "Pulp Fiction", em texto de Tarantino
Se você nunca viu Pulp Fiction, essa é a hora certa para você tornar a sua vida mais digna -- ou vá correndo à sua locadora e o alugue ou simplesmente vista seu terno de madeira.
Quentin Tarantino é DEUS. Só ele consegue ir do drama à comédia e deixar todas as diferenças passarem desapercebidas. Só ele consegue criar diálogos tão.... bem, não há palavra que defina no dicionário, então sugiro o uso do neologismo "tarantinescos", no plural, nos quais ele consegue fazer de uma simples conversa todo o alicerce de uma trama e, ao mesmo tempo, veicular nesse próprio diálogo duras críticas à sociedade e suas mesquinharias, ou, se quiser, fazer elogios (o que dizer de sua última obra, Kill Bill, uma reverência polida e descarada ao clássico cinema de kung-fu japonês?).
Como não rir vendo um irreconhecível e subaproveitado Christopher Walken explicando a um jovem Butch (Bruce Willis) como seu pai morreu sob seus olhos na guerra e como esse pediu que o amigo prisioneiro trouxesse seu relógio para o filho, momento dramático ao extremo, mas que de repente vira uma piada quando este diz que o pai do moleque teve que esconder o relógio no cu por cinco anos e, depois que morreu, ele mesmo teve que esconder por outros dois?
Como esquecer da dança de John Travolta e Uma Thurman? Como esquecer do Samuel L. Jackson e do John Travolta limpando os miolos do cara no carro? Como esquecer do papo dos dois no carro sobre drogas e álcool na Europa? Como esquecer das discussões dos dois sobre o milagre do desvio das balas?
Lavem suas almas e exercitem seu intelecto. Assistam Tarantino.
E, antes que eu esqueça, a foto que a Drica me mandou, de nós tomando Old Gold no aniversáro do Txitchó, não pôde ser postada por motivos que desconheço dessa porra desse servidor. Ainda verei o que posso fazer, comrades.
"...and, right now, I sware to you, I am trying to be the shepherd."
| por Stormbringer * 2:12 AM
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[domingo, setembro 25, 2005]
ALÉM DO "LIMITE" DA FANTASIA Dizem por aí que tudo na vida tem um fim. Coloco aqui um adendo: tudo menos a fantasia. E Advent Children que o diga.
O filme, recém-lançado no Japão, que serve de continuação para o melhor jogo de toda a história (Final Fantasy VII)é simplesmente fenomenal. Antes, vamos explicar ao leitor mais desinformado porque FF VII é o melhor jogo da história.
- Final Fantasy VII tem, pra começo de conversa, o vilão mais foda de toda a história, Sephiroth. Se você quer saber a verdade, um dos maiores Starwarsmaníacos que existe (este que vos escreve) acha que nem seu ídolo, Darth Vader, é páreo para esse cara. Sephiroth (Seph para os mais íntimos) é um cara alto, BEM alto -- mas não do tipo "fortão", só alto --, com longuíssimos cabelos prateados e uma espada DO MAL chamada Massamune. Essa, por sua vez, é ainda maior que seu dono, que também é conhecido por ser o maior espadachim a andar no planeta. O titio Seph tem uma ligação MUITO intíma -- e que NINGUÉM jamais imagina logo de cara (não, é extremamente complexo, nada como "eu sou seu pai") com outro motivo pelo qual VOCÊ deve amar Final Fantasy VII...
- ...os heróis. O jogo tem também o melhor herói que há. O foco do jogo, o cara com a personalidade mais complexa jamais criada, Cloud (Kuraudoooo para os japas que saem por aí gritando pelo nome do ídolo). O Cloud (eu vou estragar aqui um pouco das surpresas do jogo) é um cara de altura normal, do tipo que você não dá muita coisa quando olha, loiro, com um cabelo espetado de um jeito bem único, que porta a IMENSA Buster Sword. O que a Massamune de Seph tem de comprida, a Buster Sword de Cloud tem de larga. E um pouco comprida também. Enfim... durante o jogo, Cloud vai se revelando uma pessoa cada vez mais perdida nas próprias memórias (e como é esplêndido descobrir a verdade do que ocorre com ele no jogo!!), confusa não só com sua própria mente mas também com a certeza cada vez maior entre ele e seus amigos de que de fato é o único capaz de parar Sephiroth. Ah, e, claro, confuso também do coração entre duas garotas do grupo, Tifa e Aeris (ou Aerith, já que a própria Square não parece saber mais se mantém o nome oriental ou ocidental da personagem). Kuraudo tem, sim, uma preferência, a Aeris, mas (eu disse que estragaria!), ela é BRUTALMENTE ASSASSINADA pelo Seph. Isso nos leva ao terceiro ponto.
- Ok, respondam-me: em que outro jogo uma de suas personagens principais MORRE? Que fique bem claro que Final Fantasy VII NÃO é um jogo pra qualquer criancinha (inclusive, e isso é interessante, a data de lançamento do jogo nos EUA foi atrasada em 3 semanas por decorrência de um processo da Square contra o órgão de censura de jogos americano, o ESRB, que classificou o jogo como "Mature", ou seja, pra maiores de 17 anos. Acontece que essa censura só pode ser dada para jogos com sangue explícito ou conteúdo sexual, e em momento nenhum do jogo aparece nem um nem outro). O jogo é, sim, de uma temática muito crescida. Mesmo morta, a Aeris continua sendo importante na trama, por jogar todo seu grupo em uma maré de depressão e ódio e ser, a partir de então, o único alicerce que mantém Cloud.
- Você deve amar o jogo também por seus outros personagens. Tifa é uma garota LINDA, e que é capaz de dar um pau em qualquer marmanjão que elogie seus peitos (aqui começo a rir sozinho por causa do que eu e o Gustavo vimos, mas tudo bem), a definição máxima de "girl power". Barret é um MONSTRO, um negão gigantesco que faria sombra no WTC. Ele não tem um braço e, no lugar, tem uma arma gigantesca. Red XIII pertence a uma raça de seres que parecem lobos misturados com tigres, e estava preso na ala de experimentos da Shinra, a Umbrella dos FFs. Cait Sith é um robô controlado pela Shinra, um espião infiltrado no seu grupo (eu disse que estragaria e eu falava sério....) que vira a casaca, mas, mesmo assim, sempre é alvo de suspeitas. Yuffie é uma ninja ladra que sempre dá preferência ao roubo de Materias. Por último, os caras mais legais depois de Seph e Cloud, Vincent e Cid. O Vincent é um cara sombrio, de poucas palavras. O primeiro personagem que usa uma roupa longa que cobre até mesmo a maior parte da sua face para demonstrar o quão sombrio é, idéia copiada em diversos jogos com personagens semelhantes depois. Ele sofreu diversos experimentos realizados pela Shinra, que lhe dão a capacidade de virar um abominável monstro quando está com raiva. Já o Cid é, sem dúvida, o cara mais emblemático já feito. Morador de uma vila criada ao redor de um foguete da Shinra que nunca foi ao espaço (do qual ele seria piloto), o sonho de Cid é ir entre as estrelas. O cara mais velho do grupo (descontando o fato de que a raça de Red XIII vive por centenas de anos e de que Vincent é um morto-vivo), é também o mais cômico, o que mais xinga, o que mais se estressa e... o que mais fuma. Titio Cidão está SEMPRE, LITERALMENTE, com um cigarro aceso na boca. Cigarro quando anda. Cigarro quando luta. Cigarro quando fala. Bem, pra não falar que ele nunca tira o cigarro da boca, no último vídeo do jogo ele fica boquiaberto e o cigarro cai.... mas imediatamente ele acende outro. É o melhor porco sujo xingador odiador de Deus e o mundo já feito.
Bem, eu podia dar MUITOS outros motivos pra elogiar o jogo, mas preciso ainda elogiar o filme. E isso não é nem um pouco difícil -- ele é PERFEITO. Então o que farei é listar o que NÃO gostei no filme.
- O Cid NÃO fuma UM cigarro sequer durante todo o filme!! O que diabos é isso?! O Cid sem cigarro não é o Cid!!
- O Rodrigo reclamou que os Turks estão muito babacas no filme. Bem, Reno e Rude no jogo eram, sim, muito fodas, mas eram babacamente cômicos também.... enfim, vou colocar essa nota aqui do mesmo jeito porque a minha não é a única opinião que existe.
E... er.... é isso só!! O que dizer da volta do Sephiroth, do pau que a Tifa dá no Loz, da perseguição de motos na Highway de Midgar, da nova Buster Sword do Cloud, modular, com umas 5 espadas em uma... é soberbo! Não tem o que reclamar! O uso de summons, magias e limit breaks são levados ao limite e AINDA ASSIM o filme não fica surreal.
Por fim, o ponto máximo do filme, que TENHO que expor aqui. No fim, há, sim, o retorno do Sephiroth e a luta "final" entre ele e Cloud (afinal, pra quem não sabe, está para sair Dirge Of Cerberus, continuação do filme, para PS2, e não temos como saber se o Seph voltará mais uma vez. O que sabemos é que sua última fala, antes de se envolver em sua única asa e sumir é "Eu... não me tornarei uma memória."). A música de fundo, no entanto, consegue lembrar à trilha de todo o filme (na qual Nobuo Uematsu, o John Williams dos jogos, abusa da guitarra elétrica) e, ao mesmo tempo, à luta final com Seph no jogo. Sim! Isso mesmo! Para quem não sabe, a última luta de Final Fantasy VII é embalada pela música tema de Sephiroth, sendo que esta é a única vez que é tocada. O que é MUITO triste, já que One Winged Angel é a música MAIS FODA já feita em um jogo, e só aparece na última luta do mesmo. Certo. Se eu disse que a trilha da luta dos dois mistura a música clássica divina do jogo com a trilha do filme, o que eu quis dizer? Sim! Uematsu transforma One Winged Angel em METAL MELÓDICO! E um metal melódico MUITO foda, diga-se de passagem.
Enfim, eu PRECISO parar senão este post terá o triplo do tamanho atual. Assistam Final Fantasy VII - Advent Children. Vocês nunca mais serão os mesmos.
E eu citei o nome do jogo 7 vezes de propósito!
| por Stormbringer * 1:06 PM
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[quinta-feira, setembro 08, 2005]
ARTE E HISTÓRIA
Abaixo, fotos de um quadro secreto de Joan Miró e do herói nacional Tiradentes (Arthur José da Silva Xavier). Os créditos são dos pesquisadores históricos e artísticos Fábio Aluani e Gustavo Capozzi (agradecimentos também à ajuda intelectual de Diego Lecuona). 

| por Stormbringer * 12:52 AM
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[quarta-feira, setembro 07, 2005]
A SEMANA DO "RESET" ...e tudo recomeça na minha vida!
Para facilitar as coisas, tópicos desconexos:
- Já não moro mais na mesma localidade neste centro cosmopolita chamado São Paulo. O novo endereço é na Rua Frei Bonifácio Dux, número desconhecido, a pouquíssimos metros do Colégio Santo Américo. Ou seja, não muito longe de onde eu já residia. Assim que a mudança for definitivamente efetuada, chamarei as pessoas aleatórias para tequiladas.
- Estou, nesse meio tempo, "hospedado" na casa do Gustavo, que, por sinal, agora também escreve neste blog (será que isso vai virar o We Sold Our Souls To Rock 'N' Roll volume 2??)
- Hoje almocei com o Gustavo e o Eduardo, pai dele, no General Prime Burger. Deixo aqui uma nota: se você tiver dinheiro, coma lá ou no Astor, bar na Vila Madalena. Mas note a intenção verdadeira do "tiver dinheiro": um sanduíche de pão, carne e queijo custa, respectivamente, R$14,90 e R$19,00 em cada um dos lugares (entendeu porque digo para aplicarem a devida ênfase?)
- Eu carreguei minha árvore comigo! Viva!
Creio que por hoje é só isso....
E eu estou REALMENTE PUTO com certas coisas nessa vida... e as pessoas não percebem -- ou fingem, por conveniência, não perceber.
| por Stormbringer * 6:52 PM
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[domingo, setembro 04, 2005]
É LOROTA! O post definitivo sobre a verdade da vida. Ironicamente, o próprio oposto dela, a lorota.
É lorota beata que não abre a perna. É lorota o Kiko Loroteiro. É lorota a Totem Cup, desde agora Lorototem Cup. É lorota o "Gold" do Old e é lorota a cor dele. É lorota a garrafa de ouro. É lorota quem está lá embaixo o tempo todo e é loroteiro aquele que diz isso sendo que desceu enquanto pelo outro elevador os outros subiam. É lorota o Direito, é lorota o vestibular do ITA e é lorota a FD-ITA, a Faculdade de Direito do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica. É lorota o Jogo do Pim. É lorota as imitações de Sílvio Santos. É lorota alguém que congela a água onde um Ranger nada. É lorota a altura de um Koboldt. É lorota a técnica de pintura de paredes da Uma Thurman. É lorota a "poesia" do Dimmu Borgir. É lorota modelo que não é traveco. É lorota o estudo de quem faz Música. É lorota a Faculdade de Música. É lorota quem faz Música na Faculdade de Música. É lorota como enrolei sobre o último fato pra aumentar o post. É lorota a música do Reginaldo Rossi e do Rogério Skylab e não menos lorota é a letra de "Broto Legal". É lorota a dança de luta do Jet Li.
É lorota este post, é lorota minha capacidade de escrever, é lorota a falsidade de cada lorota.
É lorota o loroteiro que vive dentro de nós, é lorota a consciência, é lorota a sociedade, é lorota o controle da mídia, é lorota o modo como a bola de neve cresce, é lorota a briga de casal, é lorota o amor, por menos loroteiro que ele seja (e esta parte não é mais uma lorota, e sim real).
É lorota o gosto do suco artificial, é lorota os elevadores de brinquedo que caem, é lorota a racionalidade, é lorota a felicidade, é lorota a capacidade, é lorota a hombridade, é lorota o MSN.
É lorota a esperança.
É lorota o amanhã.
É lorota a vida.
É lorota a estrutura deste post, e é lorota o modo como ele se distanciou de sua intenção.
Só não é lorota a morte.
| por Stormbringer * 1:00 AM
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[sábado, setembro 03, 2005]
TESTE Este post tem mera função de "cobaia" para testar as mudanças feitas no HTML para uma transição sadia dele do Blogger.com.br para cá.
| por Stormbringer * 11:35 AM
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